Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte.

FEIPOL-CON enaltece a necessidade do empoderamento político dos Policiais Civis e parabeniza os envolvidos nesse processo

Em setembro de 2017, a COBRAPOL, em seu XVII Congresso Nacional, realizado em Belém – PA, estabeleceu o empoderamento político como pauta das entidades representativas dos Policiais Civis em todo o país.  

A deliberação ocorreu por unanimidade e visava, em um primeiro momento, estimular o envolvimento dos policiais da base na corrida eleitoral e estender a influência da categoria na política partidária. “O envolvimento dos policiais civis na disputa eleitoral sempre foi um tabu e a iniciativa de nossa Confederação e suas entidades filiadas deu início a um processo necessário de conscientização dos profissionais que representamos sobre sua efetiva participação na vida política de nossa comunidade”, destacou, Marcilene Lucena, Presidente da FEIPOL-CON.

Buscando o aperfeiçoamento desse processo, a FEPOLNORTE desenvolveu o Projeto de Empoderamento Político e Amplitude Social que traça diretrizes organizacionais para a execução de uma proposta sólida no alcance desses objetivos. O referido projeto foi apresentado pela primeira vez no XV Confeipol, realizado em Palmas-TO, em setembro de 2019. “Nosso objetivo com a vinda do Itamir em nosso Congresso, no ano passado, foi lançar as bases para que as entidades, seus diretores e filiados tivessem uma noção prática de como promover ações permanentes e eficazes em busca do empoderamento político dos policiais civis”, esclareceu Lucena.

Em 2018 já houve um engajamento sensível dos policiais civis no pleito eleitoral daquele ano e a expectativa é que em 2020 se amplie e que melhores resultados sejam alcançados. Essa semana, os Presidentes dos Sindicatos de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, cumprindo o regramento eleitoral, licenciaram-se de seus cargos, tanto em seus respectivos sindicatos, quanto na FEIPOL, para concorrer às eleições municipais que se aproximam. Os líderes sindicais compreenderam a necessidade do engajamento da categoria nesse processo e falaram sobre suas expectativas:

Paulo Sérgio, Presidente do SINPOL-GO, licenciado: “Nós policiais percebemos que devemos ocupar os espaços políticos, buscando a manutenção de nossos direitos e ampliando o reconhecimento e valorização de nossa profissão. Precisamos de representação nas casas legislativas que defendam nossos interesses como sendo um compromisso de mandato, sem a necessidade de provocação. Fizemos uma enquete pelo sindicato e meu nome foi o escolhido por nossa base, pois acredito que verificaram em nosso trabalho à frente do sindicato a representatividade e as condições necessárias para bem representar nossa categoria. Se nos unirmos, tenho certeza que teremos um resultado positivo.”

Edileusa Mesquita, Presidente do SINPOL-MT, licenciada: “Vivenciamos um quadro político que desconhece a realidade das pessoas, gerando total falta de respeito pelos legítimos interesses do povo. O empoderamento político dos policiais civis busca a representação fiel dos interesses da sociedade e nós, que atuamos diuturnamente nas unidades policiais, temos proximidade das demandas mais urgentes e necessárias da população. Sei que com o que aprendi em minha função como policial e a experiência acumulada com a atuação sindical, posso contribuir por uma política de fato direcionada para o que o povo almeja e precisa, atuando em todas as áreas de maneira assertiva e com real senso de dever público”.

Giancarlo Miranda, Presidente do Sinpol-MS, licenciado: “Hoje é fundamental que o policial civil se envolva no processo eleitoral. Os governos, em âmbito Federal e Estadual, bem como parlamentares de partidos diversos, atuam nos prejudicando, seja não nos valorizando ou retirando nossos direitos. Nossa atuação no empoderamento político é, atualmente, uma questão de sobrevivência e precisamos de entidades sindicais atuantes no processo dessa conscientização. Várias categorias estão representadas nas casas legislativas e ocupando cargos no poder executivo, mas, infelizmente, até o momento, não soubemos trabalhar de forma eficiente todo nosso potencial nessa questão. Cada policial civil pode e deve se envolver nesse processo, não apenas dando seu voto, mas buscando estender a influência de nossa categoria tanto na política, quanto na sociedade e, aí sim, conseguiremos alcançar o lugar de destaque que merecemos.

Centenas de outros policiais civis colocarão seus nomes à disposição para o crivo dos eleitores nas eleições municipais que se aproximam e, na ampla maioria dos casos, não estarão providos dos recursos que em regra definem os resultados dos pleitos eleitorais no Brasil, contando, desta forma, com o envolvimento da categoria para o alcance de um resultado positivo. “Acreditamos que, mesmo com uma organização ainda incipiente para os objetivos do empoderamento político, a credibilidade e o trabalho reconhecido dos candidatos em suas bases, traz consigo grande possibilidade de uma eleição em seus respectivos municípios. Desejamos sorte a todos e parabenizamos pela coragem, pela iniciativa e nos colocamos à disposição para auxiliar no que for possível. Conclamamos cada policial civil que seja eleitor desses candidatos a não somente votar, mas se envolverem nas campanhas e lutarem por uma representação autêntica e determinada”, enfatizou Marcilene.

A FEIPOL-CON tem o objetivo de ampliar a ideia do empoderamento político em todos os estados que abrangem sua base territorial, inserindo tal proposta em seu Plano de Ação de forma a torná-lo uma diretriz permanente da entidade, com mecanismos de acompanhamento da evolução de todas as representações nesse propósito. “Temos muito a evoluir e o tempo urge, mas acredito que se agirmos de forma organizada e com dedicação ampla teremos resultados rapidamente”, finalizou Marcilene.

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