Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte.

Mais uma vez, Secretário de Previdência, Rogério Marinho, brinca com a Inteligência dos Policiais – Entenda na Matéria

No final da manhã de ontem (19/06), a Presidente da Feipol-CON, Marcilene Lucena, participou, juntamente com vários representantes de operadores de segurança pública, de reunião com o Secretário Especial de Previdência Rogério Marinho.

A referida reunião ocorreu pelo fato de no dia da leitura do relatório da PEC 06/2019, na comissão especial que discute o texto da Reforma da Previdência, Rogério Marinho, teria dito durante uma reunião de líderes da Câmara dos Deputados, que os policiais só queriam o melhor dos dois mundos e que não aceitariam a mesma proposta previdenciária dos militares.

Motivada pela fala do Secretário, a Deputada Federal, Celina Leão informou a representantes dos policiais o que tinha sido afirmado, fato que motivou os presidentes das entidades, suspeitando não passar de um “blefe”, tendo em vista a postura até então adotada pelo representante do governo, resolveram assinar documento em forma de termo de aceite para os policiais em geral terem a mesma proposta dos militares. A Deputada Celina levou até Rogério Marinho o documento e solicitou que fosse realizada uma reunião para tratar dos pontos levantados.

Aberta a reunião, após algumas discussões, Rogério Marinho disse que daria as mesmas condições que os militares, mas não havia compreendido, pois tal fato prejudicaria os policiais e beneficiaria o governo e passou a elencar uma série de deveres que os militares possuíam e os demais policiais, não, como por exemplo, o direito de fazer greve, FGTS, dentre outros que foi esclarecido que também não possuímos como servidores policiais.

Por fim e buscando uma saída para o emaranhado de bobagens que este mesmo construiu ao longo da reunião afirmou que o tempo de polícia exigido dos militares era de 30 anos. Conscientes do texto dos militares os sindicalistas rebateram e destacaram que a lei dos militares prevê 25 anos para quem se forma fora das Forças Armadas e que seria essa a regra a ser seguida para os policiais não militares.

Desesperado e subestimando a inteligência dos representantes das forças policiais de todo o Brasil, Rogério Marinho disse que a interpretação está errada e que o governo somente ofereceria tempo de polícia de 30 anos para os militares e para nós, caso aceitássemos. Mais uma vez foi apresentando o que costa no texto dos militares encaminhado pelo próprio Presidente Bolsonaro e que não procede com a afirmação deste.

Por fim, Marinho disse que faria os cálculos com 25 anos, mas o que ficou evidente para os sindicalistas é que foi mais um jogo deprimente orquestrado por pessoas sem compromisso com os servidores da segurança pública.

Marcilene Lucena, Presidente da Feipol-CON com a Deputada Federal Celina Leão
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