Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte.

Feipol-CON e entidades filiadas atuam forte por aposentadoria justa à policiais

Durante toda a semana do dia 10 a 14 de junho, a Feipol-CON e sindicatos filiados dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul atuaram fortemente no Congresso Nacional em busca de apoio por uma aposentadoria justa aos operadores de segurança pública; “Foi um trabalho intenso que contou com a participação de entidades de todo o país e de todas as categorias policiais, bem como agentes penitenciários, socioeducativos e guardas municipais, que buscam nada além do que o próprio Presidente da República ofereceu aos militares”, destacou Marcilene Lucena, Presidente da Feipol-CON.

O dirigente do Sinpol-MS, Paulo, conseguiu importante reunião com um dos líderes do PSDB e membro da comissão especial, Deputado Beto Pereira. O parlamentar disse apoiar a iniciativa e a proposta dos policiais e disse que está em contato direto com o relator que é de seu partido, inclusive o levará até Campo Grande-MS para evento que está sendo organizado para tratar da reforma da previdência; “Será um momento importante de contato com o relator. Esperamos poder conversar e alerta-lo sobre os riscos de uma sistema de segurança pública com profissionais segmentados, desprestigiados e o pior, sem segurança de uma pensão digna para seus familiares e uma aposentadoria justa às atividades que executa diariamente” destacou Paulo.

Todos os gabinetes dos 49 deputados da Comissão Especial foram visitados. Após identificar resistência de alguns partidos a estratégia foi visitar os líderes partidários que, em regra, mesmo sensíveis ao que estava sendo solicitado, reconheciam os desafios de emendar ao substitutivo do relator qualquer que fosse a proposta. “Visitamos muitos gabinetes, encontramos muitos posicionamentos distintos, mas algo foi marcante: a compreensão que não se pode tratar operadores da segurança pública de forma distinta. Nosso desafio é reverter os prejuízos apresentados pelo Governo Federal com a proposta apresentada e não será fácil, pois o jogo político que assistimos nesses últimos dias chega a ser repugnante”, lamentou, Edileusa Mesquita, Presidente do Sinpol-MT.

Outro sindicalista que atuou fortemente nesses dias foi o Presidente do Sindicato dos Escrivães de Mato Grosso, Davi Nogueira e ele comentou sobre o trabalho e a condição nova de retirada de Estados e Municípios do texto da Reforma da Previdência. “Fazemos uma reunião com um parlamentar importante com um cenário e logo em seguida entramos em outra e tudo parece ter mudado. Difícil ver um compromisso fiel com os policiais e até mesmo com o povo brasileiro. Retiraram estados e municípios da proposta, mas pode voltar no relatório ou no plenário. Não dá pra entender esse jogo que tem vários objetivos, menos atender às necessidades do povo. Se quer teremos tempo para avaliar o impacto dessa questão, pois semana que vem tudo pode estar diferente”, ponderou, Nogueira.

Após as visitas e a decepção com a postura do relator com os policiais, mesmo excluindo estados e municípios, mas a postura negativa com os servidores da segurança pública de maneira geral, reuniões deliberativas foram agendadas e as estratégias estão sendo estabelecidas para realinhar as ações das entidades. “Não há como conceber essa postura covarde com os policiais. Precisamos definir logo nossas ações e lutar até as últimas consequências pelos nossos direitos. Estamos dialogando desde antes do texto da Reforma chegar ao Congresso, atuado de forma política, ponderada e não estamos tendo o retorno devido. Paciência tem limites”, declarou, Paulo Sérgio, Presidente do Sinpol-GO. Membros da UPB e das entidades representantes dos policiais civis estão avaliando as implicações do relatório da Comissão Especial e a Feipol-CON irá em breve publicar seu diagnóstico, juntamente com a Convocação para as deliberações nacionais. “Não paramos um minuto até o alcance de nossos objetivos. Confesso que o cenário até aqui para nós é decepcionante, mas estamos vendo uma união cada vez mais sólida, justamente pela covardia aplicada tanto pelo Presidente Bolsonaro, quanto pelo relator na comissão especial, deputado Samuel Moreira – PSDB/SP. Enfrentamos bandidos armados todos os dias em nossa profissão e, embora desgastante, essa luta política não nos atemoriza e estamos prontos para os embates necessários”, arrematou, Marcilene.

Compartilhar.