Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte.

Feipol-CON participa de Congresso Nacional de Policiais Civis com deliberações sobre atuação das entidades por uma Reforma da Previdência Justa e por uma Polícia Civil moderna e eficiente

Entre os dias 28 e 30 de maio, na cidade de Santos-SP, a Cobrapol realizou seu XIX Congresso Nacional com o tema: Segurança em Pauta. O encontro contou com a presença de representações de pelos menos 21 estados e além de excelentes palestras que promoveram debates interessantes sobre a modernização e eficiência da Instituição Polícia Civil, deliberou ainda sobre a atuação das entidades por uma Reforma da Previdência que não traga injustiça aos policiais do Brasil.

Mais uma vez, em um evento nacional, a Feipol-CON e suas entidades filiadas mostraram sincronia e organização de pensamentos e atuação. A proximidade que a Presidente, Marcilene Lucena tem estabelecido com as diretorias das entidades tem sido determinante para a afinação e desenvolvimento das ações da Federação, fato que muito tem colaborado com a luta por uma aposentadoria justa aos policiais do Brasil. “Desde que assumi a presidência da Feipol-CON, tenho me esforçado para estar à disposição das entidades e ser um elo de atualização com as propostas nacionais, estando próxima da UPB, COBRAPOL e com forte atuação no Congresso Nacional. Sou grata pelo empenho dos presidentes das entidades e o envolvimento de cada um nas lutas nacionais e regionais, mesmo com um universo de demandas locais que possuem”, destacou, Marcilene.

O Congresso da COBRAPOL foi abrilhantado com dois palestrantes de nível nacional, o Dr Luiz Flávio Sapori e Marco Antonio Scandiuzzi. Com informações científicas que ampliaram a visão dos que tiveram a oportunidade de acompanhar os debates, os palestrante destacaram a importância do movimento sindical na promoção das mudanças que o sistema criminal necessita, em especial no que tange à atuação das policiais civis estaduais. “Foi esclarecedor! Temos uma infinidade de ações a serem desenvolvidas para a modernização da Polícia Civil do Brasil e as demandas locais, embora sejam nossa maior preocupação e o que ocupa ampla maioria de nosso tempo e recursos, não pode sufocar nossa efetividade em ações que promovam de fato a evolução que precisamos na instituição e na carreira. Muito trabalho, mas fomos escolhidos para isso”, ponderou Ubiratan Rebelo, Presidente do SINPOL-TO

Sobre formas de consolidar de maneira duradoura ações das entidades sindicais e o próprio envolvimento da categoria representada foi proporcionado pelo Presidente da FEPOLNORTE, Itamir Lima, o esboço do projeto de empoderamento político da Federação do Norte. “O projeto vai além da eleição de policiais civis. Ele promove uma ampla discussão sobre o papel da entidade sindical e da categoria representada em uma ampla e permanente influência na vida social e política da sociedade. Ainda é um esboço, mas compreendo o nosso papel nesse processo e acredito que podemos construir um novo momento para a história do sindicalismo e sua função social”, esclareceu Itamir.    

Um dos maiores focos do evento foi a Reforma da Previdência e as ações a serem desenvolvidas pelos policiais civis a nível nacional. Após intensa discussão, deliberou-se por um calendário da COBRAPOL e as seguintes medidas foram aprovadas: Entre os dias 10 e 14 de junho, dias que antecedem o relatório da Comissão Especial que discute a PEC da Reforma da Previdência, as entidades filiadas a Confederação estarão em Brasília para visitar os gabinetes dos parlamentares federais em investida final antes da discussão do relatório. No dia 18/06 ficou pré-agendado uma ampla mobilização nacional que deve ser definida já na próxima semana, buscando uma sintonia com a UPB e aguardando um posicionamento definitivo por parte do Governo Federal quanto a questão dos policiais na Reforma da Previdência. “Mais uma vez mobilizaremos nossas entidades e buscaremos proteger a dignidade da aposentadoria das pessoas que representamos. Não é justo o abismo que estão criando entre militares e policiais. Acreditamos em um desfecho positivo, pois estamos em um trabalho árduo junto aos parlamentares, mas a verdade é que o governo tem feito um jogo duro, quase covarde com as representações policiais e meu argumento se sustenta pela falta de efetividade nas conversas com a equipe, tanto da Casa Civil quanto da Secretaria Especial de Previdência que até então não apresentou qualquer esboço de ações que nos protejam os policiais do Brasil” apontou, Giancarlo Miranda, Vice Presidente da Feipol-CON.

Ainda sobre o tema da Previdência vários questionamentos foram realizados sobre a maneira que ocorreram as últimas atividades da COBRAPOL que organiza as entidades em nível nacional. Uma possível postura mais passiva da UPB foi colocada em discussão e a necessidade do protagonismo da Confederação em assuntos nacionais, em especial os que afetam de forma grave os policiais civis de todo o Brasil. “Precisamos do protagonismo da COBRAPOL e ela passa por uma liderança coordenada e que influencie as ações das entidades. Se houver uma deliberação por paralisação nacional esperamos que de fato isso ocorra com a ampla maioria dos policiais do Brasil. A COBRAPOL deve ser a condutora desse processo e é o que esperamos” afirmou, Paulo Alves, Presidente do Sinpol-GO.      

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