Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte.

Onyx defende modelo de Previdência do Chile

O futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), afirmou que a equipe de governo defende a implantação de um regime de capitalização para a Previdência Social no Brasil, tal qual foi implantado no Chile na década de 1980.

Pelo modelo chileno, cada trabalhador contribui para um fundo próprio de poupança, que é administrado por empresas financeiras privadas.

Ao ser questionado se o governo já trabalha com a hipótese de a reforma da Previdência não ser aprovada no primeiro ano de mandato, Onyx disse que “a gente quer aprovar no primeiro ano, mas a gente tem que reconhecer que a nossa dificuldade será passar por um Congresso que vem bastante renovado, nós vamos precisar dialogar com esses parlamentares, eles vão precisar conhecer essa proposta em profundidade, e a gente precisa fazer direito”.

Segundo o Estudo Estatísticas Vitais, do Ministério de Saúde e do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), entre 2010 e 2015, 936 pessoas com mais de 70 anos tiraram sua própria vida. Os maiores de 80 anos apresentam a maior quantidade de suicídio – 17,7 por cada 100 mil habitantes –, seguido pelos segmentos de 70 a 79 anos, com 15,4, contra uma média nacional de 10,2.

Com a privatização, foram criadas as chamadas Administradoras de Fundos de Pensão (AFP), encarregadas de administrar os fundos e poupanças, bancados integralmente, sem haver nenhuma contribuição dos empregadores, nem do Estado.

Das seis AFPs que atuam no Chile, cinco são controladas por empresas financeiras multinacionais: Principal Financial Group (EUA); Prudential Financial (EUA); MetLife (EUA); BTG Pactual (Brasil) e Grupo Sura (Colômbia), que administram fundos de 10 milhões de filiados. A pensão média recebida por 90% dos aposentados chilenos é de pouco mais de 60% do salário mínimo.

Fonte: Portal HP

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