Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte.

Mulheres na luta contra desigualdade no mercado de trabalho

A Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) com apoio do senador Paulo Paim (PT-RS), da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), UGT, CGTB, movimentos sociais, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI) e da Federação Democrática Internacional das mulheres (Fedim), participaram na manhã de quarta-feira (11/3) em Brasília, da Marcha por “Crescimento, Emprego e Direito a receber Salário Igual Para Trabalho Igual”. Por volta das 14h00 elas lotaram  o Auditório Petrônio Portela do Senado Federal para participarem do Seminário Nacional Pela Aprovação do PLC – PROJETO DE LEI DA CÂMARA, Nº 130 de 2011.

Segundo Sônia Maria Zerino, Diretora Nacional de Assuntos da Mulher da Nova Central, as mulheres no Brasil ainda, enfrentam muitas desigualdades no mercado de trabalho. “Mesmo com maior escolaridade recebemos mesmo salário fazendo as mesmas funções que os homens, ou seja, recebemos salários até 30% menores que os homens para a mesma função, sem contar a dupla jornada de trabalho”.

Em sua opinião, as mulheres vêm diluindo as fronteiras às quais demarcam os limites entre trabalho masculino e trabalho feminino. E que, portanto, se o trabalho é igual o salário também deveria ser igual. Afirmou que isso, inclusive, consta na CLT e em Convenções Internacionais já ratificadas pelo Brasil.

Ressaltou ainda que inúmeras mobilizações nos últimos anos, fez o Governo Federal promover ações voltadas às mulheres, dentre elas: a aprovação da Lei Maria da Penha; programas para as Vítimas de Violência; políticas voltadas à Saúde Feminina e à Educação, como o ProUni – Programa Universidade Para Todos; pôr a mulher como beneficiária do Bolsa Família e na titularidade dos imóveis do Minha Casa, Minha Vida, dentre outras. “Reconhecemos os avanços até aqui alcançados, entretanto, nós mulheres sindicalistas entendemos que precisamos continuar na luta por mais conquistas em outras áreas como no mercado de trabalho e garantir todos os direitos já alcançados”, finalizou Sônia.

 

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