Federação Interestadual dos Policiais Civis das Regiões Centro-Oeste e Norte.

PALAVRA DO PRESIDENTE

” UM CONVITE A RAZÃO OU UM TRÁGICO RECOMEÇAR”

A Feipol/CON convida a todos para participarem do debate, não o debate rasteiro, sem compromisso que vêm maculados de raiva e intransigência, desde seu nascedouro. Queremos fomentar o debate sim, não destruir pessoas e reputações e para isso temos que compreender que as pessoas passam e que as entidades que estão a representar são para sempre.

Portanto convidamos a todos a uma reflexão sobre a Feipol (centro-oeste e norte), quando este grupo que hoje preside esta entidade ganhou as eleições para o Sinpol/DF, nós não arvoramos a tomar a entidade (Feipol) de assalto a qualquer preço, primeiro fomos compreender qual era o modelo que estava posto e como funcionava o sindicalismo brasileiro. Não saímos a destruir pessoas e entidades, mas sim construímos pontes. Por intermédio do diálogo franco, do debate democrático e respeitoso, nos tornamos diretores e só depois alçamos a presidência por decisão unânime dos sindicatos que compõem sua base.

O início da nossa caminhada nos levou ao modelo confederativo de organização sindical brasileiro, assim percebemos da importância da federação e confederação e o que estas entidades representam para o sindicalismo das policiais civis do Brasil, que era e é um sindicalismo ainda incipiente, muito novo no meio das representações de classe, pois, nós só pudemos nos organizar em sindicato a partir do advento da constituição cidadã de 88. Antes disso, as associações nos representavam.

No primeiro momento o que ocorreu com as representações sindicais de policiais, estas se aproximaram dos partidos de esquerda, em especial do Partido dos Trabalhadores/PT, que consequentemente trouxe a Central Única dos Trabalhadores/CUT , para dentro do sindicato e a partir deste momento passam a irradiar uma forma de agir politicamente muito próxima de um partido político, confundindo assim o partido com o sindicato.

Ao fazer essa reflexão ela se torna importante, por quê?

Como nós representávamos o poder constituído do Estado para reprimir trabalhadores até 88, era o primeiro momento em que o “algoz” dos trabalhadores se juntava a estes, para reivindicar direitos e também ser protagonista nos movimentos sociais e nas greves.

Este período foi muito importante para a formação política do policial, mas, este mesmo modelo não deixou criar uma consciência própria de sindicalismo dentro das entidades de classe dos policiais. Tudo era um importar de experiência de outras categorias.

Então nós ainda não tínhamos experiência sindical e nem havíamos construído uma cultura própria de sindicalismo, que contemplasse nossas peculiaridades e compreendesse nossas especificidades, mas, em compensação tínhamos adquirido consciência política. Que nos levou a romper com velhos paradigmas (como a ditadura) e nos possibilitou a construir um caminho novo, agora sem a interferência de central sindical ou partido político.

Andar com as próprias pernas não é fácil, construir também, por isso até hoje derrapamos e tropeçamos em nossas próprias pernas. Um dos motivos, é, que não formamos em nosso meio lideranças novas, sim opositores novos, que ao alcançarem o poder, fazem o discurso raso da destruição, do se foi o outro quem fez não presta, o mais importante é apagar a história alheia. Desconstruir pessoas e sua idoneidade moral.

O que me causa tristeza e às vezes dó, são que os embates não ocorrem no campo das ideias, sim no tratar o adversário como se inimigo fosse, destruí-lo a qualquer custo, se preciso com o uso das mídias virais, tão comuns nos dias de hoje, WhatsApp, facebook e tantas mais.

Mas ainda sonho com o dia que a experiência do passado sirva de norte para as realizações futuras e o tratar adversários, como inimigos, seja apenas uma retórica retrógrada e antiga esquecida na gaveta da memória.

 

Saudações sindicais,

                                                                                                      

                                                                                                                          

Divinato da Consolação

Presidente – FEIPOL/CO

Compartilhar.